
O mercado de trigo no Sul do Brasil continua com ritmo lento. A baixa procura dos moinhos, as vendas fracas de farinha e a diferença entre o que produtores pedem e o que compradores oferecem estão travando os negócios. É o que aponta levantamento da TF Agroeconômica nos três principais estados produtores da região.
No Rio Grande do Sul, os vendedores indicam o trigo a R$ 1.350 por tonelada, enquanto os compradores oferecem até R$ 1.320. As últimas negociações fecharam a R$ 1.300 para agosto e R$ 1.320 para setembro. No balcão, a saca está cotada a R$ 69 em Panambi. Os moinhos gaúchos já garantiram matéria-prima até o final de setembro. Pelo lado das importações, um navio operado pela Cargill desembarcou 31 mil toneladas de trigo argentino no estado. O preço saiu de US$ 290 e avançou para US$ 300 por tonelada. Para a nova safra, as negociações antecipadas já somam cerca de 60 mil toneladas no RS. Compradores chegaram a oferecer R$ 1.400 por tonelada para dezembro, mas os vendedores não aceitaram.
Em Santa Catarina, o cenário é semelhante: pouca moagem e dificuldade na venda de farinha travam as compras. O trigo para pão é negociado entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada. Em Canoinhas, a saca subiu para R$ 72.
No Paraná, nos Campos Gerais, o trigo da safra anterior está a R$ 1.500 por tonelada. Para a nova produção, os preços caem conforme o prazo: R$ 1.450 para setembro e próximo de R$ 1.400 para novembro. O trigo argentino já nacionalizado sai a US$ 310 no porto, e o paraguaio varia entre US$ 285 e US$ 310 por tonelada. A principal preocupação é a redução da área plantada e o risco de chuva na colheita, o que pode aumentar a dependência de importações. Diante desse cenário, a TF Agroeconômica recomenda cautela nas vendas antecipadas e sugere avaliar estratégias de fixação de preço pela Bolsa.
Fonte: Portal Agroneg.




