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Notícias/SAÚDE31/08/2026· KF News

Melanina pode reduzir produção de vitamina D em pessoas negras e exige mais exposição ao sol

A vitamina D é essencial para regular o cálcio e o fósforo no organismo, mantendo a saúde dos ossos, dentes e músculos. No caso de pessoas negras, a absorção pode ser menor por causa da melanina — o pigmento que dá cor à pele e que funciona como um filtro natural dos raios solares. "Quanto maior a pigmentação da pele, menor tende a ser a produção de vitamina D para uma mesma quantidade de exposição solar", explica o dermatologista Rafael Parisi, do Hospital Brasília. Por isso, pessoas negras precisam de mais tempo de exposição à radiação ultravioleta B, conhecida como UVB, do que pessoas de pele mais clara para produzir a mesma quantidade do nutriente. Mas ter pele negra não quer dizer, necessariamente, ter deficiência de vitamina D. O nutrólogo Fabiano Girade lembra que a concentração do nutriente no sangue depende também de exposição solar, latitude, estação do ano, idade, alimentação, composição corporal, doenças, medicamentos e uso de suplementos. Fatores socioeconômicos também pesam: falta de acesso a alimentos fontes de vitamina D, pouco tempo em áreas ao ar livre, dificuldade para fazer exames e condições de moradia e trabalho inadequadas podem dificultar ainda mais a produção do nutriente. Parisi exemplifica que quem trabalha de oito a dez horas em ambientes fechados, como escritório, hospital, fábrica ou shopping, praticamente não recebe UVB nesse período. A falta da vitamina D pode causar osteomalácia em adultos e raquitismo em crianças, além de fraqueza muscular, quedas e fraturas. O diagnóstico é feito por exame de sangue, avaliando inclusive a fração biodisponível do nutriente, como orienta a dermatologista Paola Canabrava, do Hospital Santa Lúcia Norte, em Brasília. O tratamento é definido caso a caso e pode incluir suplementação oral, alimentação adequada e exposição controlada ao sol, preferencialmente entre 10h e 16h, em áreas como antebraço ou coxa, evitando o rosto e regiões com maior risco de câncer de pele.

Fonte: Metropoles - Saúde