Rádio Melodia Europa

Notícia

POLÍTICA

Notícias/POLÍTICA27/08/2026· KF News

Marcola ajudou lobista a marcar reunião no Ministério da Saúde em 3 dias para negócio de canabidiol

Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, era chefe de gabinete do presidente Lula quando ajudou a lobista Roberta Luchsinger a conseguir uma reunião com Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo do Ministério da Saúde. O encontro foi combinado em apenas 3 dias, em setembro de 2023, segundo mensagens obtidas pela Polícia Federal e reveladas pelo jornalista Mateus Coutinho, do Valor Econômico.

Roberta é amiga de Lulinha, o filho mais velho do presidente, e está sendo investigada por suspeita de tráfico de influência. Na época, ela queria abrir caminho no governo para vender medicamentos à base de canabidiol. Pelas mensagens, no dia 19 de setembro de 2023, Roberta escreveu a Swedenberger dizendo ser "amiga do Marcola" e que ele havia passado o contato. No mesmo dia, Swedenberger respondeu que Marcola já havia avisado que ela ligaria e repassou o contato de sua secretária. No dia 21, Roberta avisou a Marcola que a reunião estava marcada para as 15h30. Depois do encontro, disse que o secretário havia sido "super solícito" e afirmou: "teremos coisa ali pra fazer". A reunião, porém, não consta na agenda oficial de Swedenberger naquele dia.

Os contatos continuaram em 2024. Em fevereiro, Roberta pediu nova reunião para tratar do "negócio do canabidiol". Em março, enviou ao ex-assessor um organograma do Ministério da Saúde com áreas destacadas. Marcola respondeu que falaria sozinho com Swedenberger antes de um almoço entre os três.

A Polícia Federal investiga se houve tentativa de viabilizar um contrato entre a World Cannabis, empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e o Ministério da Saúde. A minuta do negócio previa a venda de 1,2 milhão de frascos de canabidiol por R$ 626 milhões. Roberta teria recebido R$ 1,5 milhão da empresa, segundo a investigação. O contrato não foi fechado. A defesa de Marcola afirma que ele nunca intermediou negociações nem encaminhou documentos sobre compras ou licitações. A defesa de Lulinha disse não poder confirmar a autenticidade das mensagens e que ele não tem relação com os negócios de Roberta. O Ministério da Saúde informou que o canabidiol não está incorporado ao SUS e que nunca houve discussão para ofertar o produto na rede pública.

Fonte: Poder360