
Lulinha, filho do presidente Lula, virou um problema urgentíssimo para o pai. Os vazamentos para a imprensa cresceram e apontam que ele está mais enredado do que se pensava com o grupo investigado por desvios que atingiram aposentados e pensionistas do INSS.
Segundo os jornalistas Laryssa Borges e Ricardo Chapola, que tiveram acesso à íntegra do material de investigação da PF, Lulinha, seu sócio Fernando Bittar e a lobista Roberta Luchsinger mantinham um grupo de WhatsApp batizado de "Musaranhos". Nele, os três eram chamados de "Musos" e ela de "Musa". Discutiam negócios em andamento com o governo e projetavam grandes ganhos, com menções à Suíça como destino futuro.
Roberta teria alugado, por meio de um laranja, uma mansão para Lulinha usar quando ia a Brasília. Ela também pagava contas para o chefe de gabinete de Lula, identificado como Marcola, que a colocou em contato com um petista histórico então no Ministério da Saúde, chamado Berger — ligado a um contrato de fornecimento de remédios à base de canabidiol no qual o Careca do INSS tinha interesse.
No grupo Musaranhos, segundo os jornalistas, há trocas de mensagens em que Lulinha incentiva Roberta a visitar o Berger e ela afirma: "Precisamos 100% do Berger." Em outra mensagem, de 2024, Roberta teria dito a um certo Gustavo Gaspar que o próprio presidente Lula a convidou para escolher onde queria ficar, e que ela escolheu permanecer na sociedade com Lulinha e Bittar. Ela ainda declarou: "Fabio e eu somos uma coisa só."
No campo jurídico, a PGR quer tirar o caso de Lulinha da alçada do ministro André Mendonça no STF, alegando que ele não tem foro privilegiado, e enviá-lo à primeira instância. Com o nome do presidente Lula aparecendo em mensagens da lobista, a decisão sobre o destino do caso se torna ainda mais complexa.
Fonte: Metropoles




