
O presidente Lula sancionou nesta quarta-feira, 2 de setembro de 2026, a lei que cria protocolos de atendimento para urgências cardiovasculares no SUS. A medida, originada do Projeto de Lei 5.972 de 2023, permite que as UPAs — Unidades de Pronto Atendimento — apliquem medicamentos trombolíticos, que são remédios usados para dissolver coágulos e restabelecer o fluxo de sangue em casos de infarto e AVC. A cerimônia aconteceu no Palácio do Planalto.
Os protocolos serão regulamentados pelo governo seguindo critérios de segurança definidos pelo Ministério da Saúde. O ministro Alexandre Padilha anunciou que um grupo de trabalho formado pelo governo e por entidades médicas começa a atuar já nesta quarta. O colegiado será responsável por definir diretrizes, protocolos e responsabilidades de estados e municípios. Padilha também disse que o governo pretende atualizar as linhas de cuidado para infarto e AVC.
Durante a cerimônia, Lula afirmou que políticas de saúde não devem ser vistas como gasto. "Você tem que saber quanto custa não fazer as coisas que precisam ser feitas", declarou. O presidente também defendeu igualdade no atendimento entre ricos e pobres: "Agora, as pessoas mais humildes do país vão ter o problema cardiovascular tratado com respeito igual todo mundo", disse.
Lula ainda comentou que saúde é um tema capaz de unir políticos de diferentes correntes e citou o deputado Rafael Simões, do União Brasil de Minas Gerais, e a senadora Mara Gabrilli, do PSDB de São Paulo, como envolvidos na tramitação da proposta. A cerimônia reuniu autoridades do governo, representantes de entidades médicas e de hospitais como o Albert Einstein, o HCor e a Beneficência Portuguesa de São Paulo.
Fonte: Poder360




