
O presidente Lula pediu ao advogado Marco Aurélio de Carvalho que apurasse vazamentos da Polícia Federal considerados "seletivos" pela defesa no caso que envolve seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O encontro aconteceu na noite de quarta-feira, dia 19 de agosto de 2026, no Palácio da Alvorada, em Brasília. O ex-ministro Fernando Haddad também estava presente.
Carvalho defende Lulinha nos inquéritos da PF por tráfico de influência e disse que levou o tema a Lula "de forma lateral", no final da reunião. Ele afirmou que nem ele nem o presidente querem que Lulinha seja tratado "acima da lei", mas também não aceitam que seja tratado "abaixo dela". Carvalho comparou a situação ao que chamou de o pior momento da Operação Lava Jato. Lula respondeu que não vai usar a PF para proteger aliados nem perseguir adversários e disse que "quem fez cagada, que se explique; quem não fez, que se explique também, e seja absolvido". O advogado disse que o clima foi tranquilo e que Lula se mostrou "absolutamente sereno".
A maior parte da conversa, segundo Carvalho, foi sobre a campanha em São Paulo. Ele é coordenador da campanha de Lula no estado e integra o grupo Prerrogativas, que tem interlocução direta com o presidente.
No mesmo dia, surgiram novos detalhes sobre uma minuta de contrato enviada pela lobista Roberta Luchsinger a Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula. O documento propunha vender 1,2 milhão de frascos de canabidiol ao Ministério da Saúde por R$ 626 milhões, sem licitação, envolvendo 36 tipos de medicamentos à base da substância. A suspeita dos investigadores é de que Luchsinger, que "aparentemente" agia em nome de Lulinha, teria sido contratada para viabilizar o negócio. O Ministério da Saúde negou qualquer negociação, afirmando que o canabidiol não está incorporado ao SUS e que nunca houve discussão para oferecê-lo na rede pública. Carvalho classificou o negócio como "crime impossível", argumentando que a compra nunca teria se concretizado.
Fonte: Poder360




