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Notícias/POLÍTICA21/08/2026· KF News

Lula liga para Trump e conversa dura 1h20 em meio à guerra de tarifas entre Brasil e EUA

O presidente Lula ligou para Donald Trump na manhã desta sexta-feira, dia 21, em meio à tensão entre Brasil e EUA pela imposição de tarifas comerciais. Segundo a Secretaria de Comunicação do governo brasileiro, a conversa durou 1 hora e 20 minutos e aconteceu em tom amistoso e cordial. Os dois presidentes falaram sobre o relacionamento bilateral e sobre a agenda global.

Durante a ligação, Lula afirmou que os argumentos usados pelos EUA para impor tarifas ao Brasil são infundados. Trump, por sua vez, concordou com a necessidade de manter vínculos comerciais fortes e propôs que as equipes dos dois países se reunissem o mais rápido possível.

Os dois também conversaram sobre as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. Ambos concordaram sobre a urgência de encontrar uma saída negociada para o conflito entre Rússia e Ucrânia, que já dura quase cinco anos. Trump falou sobre as perspectivas de resolução do conflito com o Irã. Lula lamentou a inoperância do Conselho de Segurança da ONU e propôs uma reunião extraordinária do órgão para buscar saídas diplomáticas para as crises atuais. Lula também afirmou que "os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos".

A ligação ocorreu em um momento de tensão entre os dois países. No dia 13, o Brasil deu início ao processo de reciprocidade contra os EUA pelas tarifas de Trump. As novas tarifas impõem uma sobretaxa de 12,5% aos produtos brasileiros, mantendo isenção ao café, à carne bovina, ao etanol, a aeronaves e peças da Embraer, a medicamentos e outros. O Brasil já sofria uma tarifa de 25%. A Lei da Reciprocidade, sancionada em 11 de abril de 2025, estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações unilaterais de outro país que prejudiquem a competitividade do Brasil.

Em julho, quando as tarifas de 25% foram anunciadas, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Lula colocou "o próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro". O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, também afirmou que "as práticas comerciais desleais do Brasil impediram que trabalhadores e produtores americanos tivessem acesso a este importante mercado".

Fonte: Jovem Pan