
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início à sua campanha à reeleição neste domingo, 16 de agosto de 2026, num ato no Estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo, interior de São Paulo. O local tem história com Lula: foi palco das grandes greves do ABC nos anos 1970 e 1980, quando ele era sindicalista. A 1ª assembleia dessas greves reuniu mais de 60 mil trabalhadores e tinha como objetivo conseguir um reajuste de 78,1%.
No discurso, Lula criticou o ministro do STF Dias Toffoli pela decisão de 2019, que autorizou sua saída da prisão para encontrar familiares, mas só depois que o irmão dele, Genival Inácio da Silva, o Vavá, já havia sido enterrado. Vavá morreu em 29 de janeiro de 2019, aos 79 anos, vítima de câncer. Lula estava preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Segundo lideranças do PT, ele desistiu de viajar porque a autorização chegou tarde demais.
Para marcar a diferença, Lula lembrou que, na época da ditadura militar, um delegado da Polícia Federal permitiu que ele saísse da cadeia para acompanhar o enterro de sua mãe, Eurídice Ferreira de Melo, a dona Lindu. O ato também serviu para lançar o slogan "O Brasil pronto pra mais", referência às realizações do governo e ao que Lula promete caso seja reeleito. O presidente já citou como prioridades a defesa nacional, a exploração de terras-raras e o ensino em tempo integral.
Lula, com 80 anos, disputa a presidência pela 8ª vez. Ele se candidatou em 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2018 e 2022, perdendo três vezes e vencendo três. Em 2018, estava preso e foi barrado pelo TSE com base na Lei da Ficha Limpa. Se vencer em 2026, será o primeiro brasileiro a conquistar quatro eleições diretas para presidente.
Fonte: Poder360




