
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Defesa, José Múcio, convidaram o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para ocupar a frente da tribuna de honra durante o desfile de 7 de Setembro, realizado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O gesto aconteceu no momento em que os carros da PF e da Polícia Rodoviária Federal passavam pela cerimônia. Além de Andrei, foram chamados também o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e o diretor-geral da PRF, Antônio Fernando Souza.
O convite ganha peso porque Andrei está no centro de uma polêmica. Ele foi citado em mensagens trocadas entre o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Nas conversas, o banqueiro pediu que Moraes tentasse convencer Andrei a adiar uma possível ação da PF. "É importante reforçar com Andrei e Paulo para não deixar ninguém de baixo fazer uma sacanagem, que aí vai tudo para o saco", escreveu Vorcaro ao ministro.
O sigilo das mensagens foi retirado por determinação do ministro André Mendonça, em 1º de setembro. A identidade de Moraes como interlocutor de Vorcaro foi revelada por reportagem dos jornalistas Felipe de Paula, Fausto Macedo e Aguirre Talento, do jornal O Estado de S. Paulo. Em uma das trocas, Vorcaro chegou a perguntar ao ministro se deveria deixar o país dois dias antes de ser preso. Mendonça se encontrou com Vorcaro em março de 2025 e deve entregar um relatório sobre o caso entre os dias 7 e 8 de setembro. O ministro também pediu uma sessão do plenário para decidir se Moraes deve ser investigado.
Por causa da menção a Andrei nas mensagens, o Partido Novo entrou com pedido de prisão preventiva do diretor-geral, argumentando que a permanência dele no cargo pode comprometer as investigações do caso Master.
O desfile de 7 de Setembro em Brasília começou às 9h e teve como temas soberania nacional, combate ao feminicídio e a Copa do Mundo Feminina de 2027. A abertura foi feita por alunos de escolas públicas. O encerramento ficou a cargo da Esquadrilha da Fumaça e de aeronaves da Força Aérea Brasileira. O governo gastou R$ 5,74 milhões com a organização da cerimônia — valor 33,2% maior que o de 2025 e 33,5% acima do de 2024.
Fonte: Poder360




