
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (4 de setembro de 2026), durante cerimônia no Palácio do Planalto, que fará uma reforma no Poder Judiciário. "Tenho certeza de que faremos no próximo ano uma discussão profunda no sistema Judiciário para que o povo possa continuar acreditando na Justiça", declarou. Essa já é a segunda vez que Lula toca no assunto desde o início da crise no STF.
Na véspera, num pronunciamento sobre o Caso Master, Lula pediu investigações "doa a quem doer" e cobrou do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República liderança para garantir integridade e confiança nas apurações. Também pediu uma reforma na Justiça.
No discurso desta sexta, sem citar o nome do ministro Alexandre de Moraes — cuja relação com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, veio à tona essa semana —, Lula criticou quem usa o cargo para "benefícios pessoais".
O presidente do STF, Edson Fachin, que também discursou no evento, prometeu resposta "firme, proporcional e rigorosa" diante da crise. Fachin defendeu a adoção de código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça. No mesmo evento estavam o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ambos citados nas mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro.
A crise teve início na terça-feira (1º de setembro), quando o ministro André Mendonça determinou a retirada do sigilo de ação sobre a investigação de Vorcaro e das mensagens trocadas com Moraes. Nas mensagens, o banqueiro chegou a perguntar ao ministro se deveria deixar o país dois dias antes de ser preso. A expectativa é de que Mendonça entregue o relatório sobre o caso entre 7 e 8 de setembro.
Fonte: Poder360




