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Notícias/ESPORTE14/08/2026· KF News

Kushner e Iger compram o Lakers por 12,5 bilhões de dólares em negócio recorde para o esporte mundial

O Los Angeles Lakers está prestes a ter novos donos: o empresário de capital de risco Joshua Kushner e o ex-CEO da Disney Bob Iger fecharam um acordo para comprar o time por 12,5 bilhões de dólares, o equivalente a R$ 65 bilhões. O negócio é recorde mundial no esporte e ainda precisa ser aprovado pelo Conselho de Governadores da NBA.

O que chama atenção é a velocidade da valorização. Apenas 14 meses atrás, o Lakers foi avaliado em 10 bilhões de dólares quando Mark Walter comprou uma participação majoritária na franquia. Em pouco mais de um ano, o time subiu 25% de valor.

Para o agente esportivo Leigh Steinberg, o Conselho de Governadores da NBA vai ficar animado com essa alta tão rápida, já que ela serve de referência para outras franquias da liga avaliarem o quanto valem.

O Lakers não é caso isolado. O espólio de Paul Allen vendeu o Seattle Seahawks por 9,61 bilhões de dólares, recorde da NFL. O San Diego Padres foi negociado por 3,9 bilhões para um grupo liderado por Jose E. Feliciano e Kwanza Jones, recorde da MLB.

Por trás de tudo isso está o crescimento dos direitos de transmissão. Segundo a S&P Global, os direitos de TV e streaming esportivo nos EUA chegaram a 29,5 bilhões de dólares em 2025, contra 14,64 bilhões dez anos antes, e podem alcançar 37 bilhões até 2030. O consultor Salvatore Galatioto explica que o esporte é único porque 99,5% dos espectadores assistem ao vivo, o que mantém o valor das transmissões nas alturas mesmo com a concorrência das plataformas de streaming.

As apostas esportivas também entram nessa conta. Desde que a Suprema Corte dos EUA abriu caminho para a legalização há oito anos, o envolvimento dos torcedores cresceu, com casas de apostas disponíveis nos celulares e dentro das arenas. Segundo o professor Andrew Zimbalist, do Smith College, as apostas estão aumentando a presença nos jogos e a intensidade da paixão dos torcedores.

Outro ponto que explica a valorização é a escassez: a NBA tem 30 equipes e esse número não cresce na mesma velocidade que a população e a renda, o que torna cada franquia um ativo raro e disputado.

Fonte: CNN