
Uma juíza federal dos Estados Unidos bloqueou a ordem do presidente Donald Trump que limitava o voto por correio. A decisão foi da juíza Indira Talwani, na quinta-feira (27), três dias depois de a Suprema Corte ter dado uma liminar no caso.
Trump assinou a ordem em março para restringir o voto por correio antes das eleições de meio de mandato e enfrentou várias disputas judiciais. Estados governados por democratas processaram o governo federal, argumentando que os estados, e não o governo federal, têm amplo controle sobre como as eleições são conduzidas.
A ordem exigia que os estados montassem listas de eleitores aptos e que o serviço postal entregasse as cédulas apenas a essas pessoas. A juíza Talwani afirmou que era "praticamente impossível" para os estados cumprirem essa regra, classificada por ela como "provavelmente inconstitucional", com pouco mais de dois meses para a eleição.
Ela destacou que a maioria dos estados que entraram com a ação já tinha encomendado suas cédulas de votação por correio, e que alguns são obrigados por lei estadual a enviá-las aos eleitores aptos já na semana seguinte. A juíza também apontou que o processo não trouxe "qualquer evidência relativa a fraudes no voto ausente ou por correio".
Trump é um crítico histórico desse tipo de voto, mas ele mesmo o utilizou várias vezes, inclusive nas primárias republicanas da Flórida neste mês. Ao longo dos anos, o presidente alegou, sem provas, que o voto por correio é suscetível a fraudes, associando a afirmação à sua declaração de que a eleição presidencial de 2020 foi "roubada" dele pelo democrata Joe Biden. As pesquisas indicam que o Partido Republicano pode perder o estreito controle do Congresso nas próximas eleições.
Fonte: Jovem Pan




