
A jornalista Juliana Dal Piva, do ICL, afirmou neste domingo, 6 de setembro de 2026, que foi censurada após uma decisão judicial mandar o jornal tirar do ar seis publicações sobre o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A ordem foi dada pelo juiz auxiliar Jair Francisco dos Santos, do TRE-MG, Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais. A decisão é liminar e atende parcialmente um pedido de direito de resposta apresentado por Nikolas, que é candidato à reeleição.
As publicações afirmavam que Nikolas chamou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro de "lindão". O ICL publicou a reportagem em 3 de setembro, com base em um áudio. Segundo a matéria, a gravação mostrava Nikolas se referindo a Vorcaro como "Dani" e encerrando a mensagem com "Um abraço, lindão".
Ao analisar o áudio, o juiz concluiu que Nikolas não se refere a Daniel Vorcaro como "lindão" em nenhuma passagem, e que houve alteração do termo usado pelo deputado na despedida, o que causou, nas palavras do magistrado, "violação da higidez e da integridade do sistema informativo". A decisão levou em conta ainda o risco maior de propagação do conteúdo por causa da proximidade das eleições.
"Retirar matéria do ar tem nome e é CENSURA", escreveu Juliana no Instagram. A defesa da jornalista e do ICL reafirmou a reportagem integralmente e argumentou que, mesmo que houvesse alguma imprecisão, bastaria corrigir a palavra questionada, não tirar toda a reportagem do ar. Em vídeo nas redes sociais, Nikolas celebrou a decisão e disse que "quem mente na campanha responde na Justiça". O ICL tem um dia para apresentar defesa. Depois, o Ministério Público Eleitoral terá também um dia para dar parecer. O caso ainda será analisado no mérito.
Fonte: Poder360




