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Notícias/NEWS02/09/2026· KF News

Irã ataca bases americanas em vários países após novos bombardeios dos Estados Unidos

O Irã intensificou os ataques de retaliação contra alvos americanos nesta quarta-feira, dia 2, em resposta a uma nova campanha de bombardeios dos Estados Unidos. A Guarda Revolucionária iraniana anunciou ataques contra bases americanas na Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein e na região autônoma curda do Iraque.

Segundo o Exército iraniano e a imprensa estatal, os bombardeios americanos provocaram 18 mortes ao longo do conflito. Na terça-feira, um ataque americano atingiu um casamento na cidade de Sirik, no sul do Irã, deixando quatro mortos — incluindo uma criança — e mais de 50 feridos, de acordo com o Crescente Vermelho iraniano. Um vídeo divulgado por uma conta do governo iraniano mostrou escombros no local.

O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, chamou os Estados Unidos de "Satã" em uma publicação na rede social X, citando ataques a escolas em Minab, um ginásio em Lamerd e o casamento em Kuhestak como exemplos de alvos civis atingidos. O porta-voz do Comando Central americano, Tim Hawkins, negou que as forças dos EUA ataquem civis.

Na província de Khuzestan, sete pessoas morreram e oito ficaram feridas. A Guarda Revolucionária informou ainda que quatro membros de sua força aeroespacial morreram em um ataque na província de Kermanshah e três paramilitares morreram em ataque à ilha de Lavan, no Golfo.

O presidente Trump havia advertido na terça-feira que agiria "com muito mais força e intensidade" caso o Irã respondesse. Ele disse que os ataques americanos de domingo foram represália por tentativas iranianas de colocar minas no Estreito de Ormuz e pelo lançamento de oito mísseis iranianos — todos interceptados — contra uma base americana na Jordânia.

Dois petroleiros sofreram incêndios após colisões com minas no Golfo. Na segunda-feira, dois marinheiros filipinos morreram em um ataque a um petroleiro na região, segundo a empresa de navegação estatal saudita Bahri. Antes da guerra, 20% do consumo mundial de petróleo e gás natural liquefeito passavam pelo Estreito de Ormuz, que agora opera em níveis mínimos. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou na terça-feira que está disposto a responder a qualquer iniciativa americana para retomar um acordo que possibilite o fim da guerra.

Fonte: Jovem Pan