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Notícias/SAÚDE27/08/2026· KF News

Ínguas que não desaparecem em três semanas podem ser sintoma de linfoma, alertam especialistas

Quando o corpo enfrenta uma infecção ou inflamação, é normal aparecerem ínguas. O problema é quando elas ficam semanas sem sumir. Segundo especialistas, linfonodos com mais de dois centímetros no pescoço, nas axilas ou nas virilhas, que persistem por mais de três semanas, precisam ser investigados. Inchaços em lugares fora do comum, como acima da clavícula, entre os pulmões ou na cavidade abdominal, também são sinais de alerta para o linfoma — um câncer que se origina nas células do sistema linfático e pode afetar linfonodos, baço, medula óssea e outros órgãos. Nem toda íngua dá pra ver a olho nu, e algumas só aparecem em exames de imagem.

Além dos caroços, outros sintomas do linfoma são: febre sem causa aparente, suor noturno intenso, perda de peso sem querer, cansaço persistente, coceira pelo corpo, falta de ar, tosse e sensação de pressão no peito. Se o gânglio estiver duro ou parecer preso aos tecidos ao redor, a orientação é procurar um médico.

A hematologista Andresa Melo, do Hospital Brasília (Rede Américas), explica que a investigação começa pelo histórico do paciente e pelo exame físico. Depois, podem ser pedidos exames de sangue e de imagem, sendo que a confirmação do diagnóstico geralmente depende de uma biópsia — análise do tecido do linfonodo. Ela também destaca que o linfoma pode atingir pessoas de qualquer idade. O linfoma de Hodgkin é mais comum em adultos jovens e tem crescido entre idosos. Já o Não Hodgkin aparece mais com o envelhecimento.

O hematologista Sandro Melim, do Hospital Santa Lúcia (HSL), em Brasília, explica que o tratamento depende do tipo específico de linfoma e pode incluir quimioterapia, imunoterapia, medicamentos direcionados às células do câncer, radioterapia e até terapia com células CAR-T. O transplante de medula óssea, mais precisamente de células-tronco hematopoéticas, pode ser indicado quando a doença não responde ao tratamento ou volta. Melim reforça que muitos linfomas podem ser curados ou controlados por longos períodos quando diagnosticados e tratados adequadamente.

Fonte: Metropoles