
O Banco Central divulgou nesta sexta-feira que a inadimplência na carteira total de crédito do Sistema Financeiro Nacional chegou a 4,9% em julho — uma alta de 0,3 ponto percentual no mês e de 0,9 ponto percentual nos últimos 12 meses. O resultado acontece dois meses após o lançamento do Novo Desenrola Brasil, programa criado em maio para facilitar a renegociação de dívidas e reduzir o endividamento das famílias brasileiras.
Entre as famílias, a inadimplência foi a mais alta: chegou a 5,8%, com avanço de 0,4 ponto percentual no mês e de 1,1 ponto percentual em 12 meses. Já entre as empresas, o índice ficou em 3,3%, com alta de 0,1 ponto percentual no mês e de 0,5 ponto percentual no ano.
No crédito com recursos livres, a inadimplência chegou a 6,4% — sendo 7,8% para pessoas físicas e 4,2% para pessoas jurídicas.
O estoque total de crédito no Sistema Financeiro Nacional somou R$ 7,4 trilhões em julho, crescendo 0,3% no mês e 9,5% em 12 meses. O crédito para pessoas físicas cresceu 0,8% no mês, chegando a R$ 4,6 trilhões, com alta de 10,8% em um ano. Já o crédito para empresas recuou 0,7%, para R$ 2,7 trilhões, com alta de 7,4% em 12 meses.
Os juros médios das concessões ficaram em 32,1% ao ano em julho — queda de 1,2 ponto percentual no mês. No crédito livre, a taxa média ficou em 47,7% ao ano. Para pessoas físicas, chegou a 60% ao ano, ainda 1,6 ponto percentual acima do registrado em julho de 2025. Para empresas, subiu para 25,4% ao ano.
O endividamento das famílias ficou em 49,8% em junho — estável em relação a maio, mas 1 ponto percentual acima do registrado um ano antes. O comprometimento de renda subiu para 28,9%, alta de 0,4 ponto percentual no mês e de 1,7 ponto percentual em 12 meses.
Fonte: Poder360




