
O iFood enviou, em 28 de agosto de 2026, uma nota oficial à Secretaria Geral da Presidência da República respondendo a um pedido de esclarecimentos sobre o funcionamento da modalidade Mais Entregas. A empresa afirmou que o modelo não faz os entregadores trabalharem mais e ganharem menos.
O pedido do governo havia sido feito em 13 de agosto, após o ministro Guilherme Boulos receber representantes de entregadores por aplicativo no Planalto. Os trabalhadores relataram ao ministro que se sentiam prejudicados pela modalidade, apontando possíveis impactos sobre a remuneração, a organização da jornada, a autonomia profissional e os critérios usados pela plataforma para distribuir as demandas.
Na nota, o iFood explicou que o Mais Entregas é opcional e foi criado para oferecer mais previsibilidade de demanda e de ganhos. O entregador pode reservar períodos e regiões de sua preferência. A remuneração é composta por um valor fixo pelo período reservado, valores por pedido realizado e eventuais incentivos. A empresa garantiu também um valor mínimo caso a demanda fique abaixo do esperado.
Segundo a plataforma, quem usa o Mais Entregas ganha, em geral, de 10% a 30% a mais do que os entregadores do modelo Nuvem nos períodos agendados. O iFood informou ainda que a adesão é voluntária e reversível, sem impacto nos indicadores ou no cadastro do entregador, e que a modalidade não substitui nem restringe o acesso ao modelo Nuvem. A empresa afirmou que nenhum entregador ganha por hora menos do que o salário mínimo horário e que, em 2025, a média foi de R$ 29,65 por hora trabalhada.
Fonte: Poder360




