
Desde quinta-feira, dia 3 de setembro, mais de 300 pessoas morreram no Iêmen em combates entre as tropas do governo iemenita, apoiado pela Arábia Saudita, e os rebeldes Houthis. A disputa é pelo controle de regiões no sudoeste do país, próximas ao Estreito de Bab el-Mandeb, uma passagem estratégica que liga o Golfo de Áden ao Mar Vermelho, na rota que leva ao Canal de Suez.
De acordo com a agência AFP, oficiais do Exército iemenita confirmaram que 84 militares morreram, a maioria em ataques com foguetes disparados pelos Houthis entre a tarde de sábado e o domingo. Fontes ligadas ao governo rebelde apontaram 57 mortes do seu lado no mesmo período. O levantamento total da agência, somando combatentes e civis, chegou a mais de 300 mortos.
A agência humanitária da ONU, a Ocha, informou que cerca de 1.790 famílias foram deslocadas de suas casas por causa dos intensos bombardeios e confrontos nos distritos de Maqbanah e Jabal Habashi.
Os combates marcam o fim do cessar-fogo que estava em vigor desde 2022. Os Houthis prometeram fechar o Estreito de Bab el-Mandeb em solidariedade ao Irã, culpando o governo saudita pelos ataques na região. Em julho, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que responsabilizaria o Irã pelos ataques dos Houthis no Mar Vermelho, ocorridos um dia após o grupo atacar dois navios da Arábia Saudita.
Fonte: Metropoles




