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Notícias/POLÍTICA28/08/2026· KF News

Grupo liderado por Armínio Fraga propõe unificar em 67 anos a idade mínima de aposentadoria no Brasil

Um grupo de 5 especialistas apresentou, nesta quinta-feira (27 de agosto de 2026), uma proposta técnica de reforma da Previdência. O economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso, organizou o grupo. Já o economista Paulo Tafner coordenou o trabalho. Também participaram Leonardo Rolim, Rogério Nagamine e Sérgio Guimarães.

A principal mudança é igualar em 67 anos a idade mínima de aposentadoria de homens e mulheres. Pela regra atual, homens se aposentam aos 65 e mulheres aos 62. A proposta também cria um gatilho automático: a cada 6 meses de aumento na expectativa de vida, a idade mínima sobe 4 meses.

As contribuições previdenciárias seriam divididas em duas contas iguais: metade aplicada no mercado financeiro e a outra metade corrigida pela variação dos salários pagos no país. Para as mulheres, o texto prevê um crédito de 1,5 ano de contribuição por filho, biológico ou adotado.

Leonardo Rolim, um dos autores, disse que modelos parecidos são usados em outros países e afirmou que igualar as idades é mais justo porque "a mulher não fica incapacitada para o trabalho mais cedo que o homem". Rolim presidiu o INSS entre 2020 e 2021 e foi secretário de Previdência no governo Bolsonaro.

A transição seria gradual, com alguns pontos levando até 30 anos. Sem mudanças, os gastos previdenciários, hoje em 8% do PIB, chegariam a 13% em 2070 e a 17,4% em 2100. Com a reforma, ficariam em 10% em 2070 e 10,4% em 2100. O documento é uma proposta técnica e ainda não tramita no Congresso. Parte das mudanças exigiria uma Proposta de Emenda à Constituição.

Fonte: Poder360