
A grama caseira é uma opção simples e acessível para quem quer oferecer mais estímulo ao gato dentro de casa. Segundo a veterinária Kássia Vieira, a planta serve principalmente para que o bichano expresse o comportamento instintivo de mastigar, algo que, possivelmente, faz parte da herança ancestral da espécie, embora não haja uma única explicação comprovada para isso.
Para cultivar em casa, as sementes de trigo, aveia e milho de pipoca cru são as opções indicadas. No caso do milho, é obrigatório usar apenas os grãos sem sal, óleo, manteiga, açúcar ou qualquer outro tempero. Para o trigo e a aveia, é preciso garantir que as sementes não tenham tratamentos químicos inadequados para animais.
A especialista orienta usar recipientes limpos, com boa drenagem e substrato apropriado, sem fertilizantes. Ela faz um alerta importante: não usar terra coletada de áreas externas, pois pode conter fezes de outros animais, ovos ou larvas de parasitas e outros contaminantes.
Ter um vasinho de grama próprio ajuda a direcionar a curiosidade do gato para algo seguro, mantendo-o longe de folhagens potencialmente tóxicas que possam existir na casa. Mesmo assim, a grama não substitui nenhum nutriente da dieta, já que os felinos são carnívoros e dependem de alimentação de origem animal.
Outro ponto destacado pela matéria é que a grama não resolve o problema das bolas de pelo, como muita gente acredita. Ela pode atuar como um estímulo mecânico para o trato digestivo, mas não tem efeito terapêutico milagroso. A quantidade consumida varia de gato para gato, e se vier acompanhada de diarreia, salivação intensa, perda de apetite ou apatia, o animal deve ser levado ao veterinário. Gatos com doença renal crônica ou disfunções gástricas não devem receber grama sem orientação e liberação prévia do médico veterinário.
Fonte: Metropoles




