
O governo federal enviou ao Congresso Nacional, nesta segunda-feira, dia 31 de agosto, o Projeto de Lei Orçamentária Anual, o chamado PLOA, referente ao ano de 2027. O documento define quanto o governo pretende arrecadar e gastar no ano que vem, além de estabelecer a meta fiscal do período.
Para 2027, a meta é fechar o ano com superávit de 0,50% do PIB, o que significa que o governo quer arrecadar mais do que gastar. Em 2026, essa meta já é de 0,25%. O plano do governo é chegar a 1% do PIB de superávit até 2028, melhorando as contas públicas de forma gradual.
O orçamento total previsto para 2027 é de R$ 7,4 trilhões. Desse valor, R$ 3,8 trilhões são de despesas financeiras e R$ 3,4 trilhões de despesas primárias. A previsão de receita primária também é de R$ 3,4 trilhões, o equivalente a 23,40% do PIB. O crescimento real das despesas fica limitado a 2,5%.
Entre os principais números, o governo projeta crescimento do PIB de 2,46%, taxa Selic de 12,53% ao final de 2026 e inflação de 3,60% ao ano. O salário mínimo previsto no texto é de R$ 1.741, representando aumento de 7,4% sobre o valor atual de R$ 1.621.
Nos gastos, os benefícios da Previdência somam R$ 1,9 trilhão, as despesas obrigatórias chegam a R$ 2,5 trilhões, o Bolsa Família tem previsão de R$ 157,1 bilhões e as despesas discricionárias do Poder Executivo são de R$ 266,8 bilhões.
Fonte: Metropoles




