
Francisco Asclépio Barroso Aguiar entrou na Petrobras em 1987, com 26 anos, e segundo fontes ouvidas pelo NeoFeed, segue como funcionário de carreira da estatal até hoje. Mas em paralelo à vida na empresa, foi construindo em silêncio uma das carteiras mais relevantes entre investidores pessoa física da bolsa brasileira. Sem fotos públicas, sem redes sociais e sem entrevistas, ele passou décadas comprando ações de empresas descontadas, mantendo posições por longos períodos e participando ativamente das decisões como conselheiro.
Segundo levantamento da Elos Ayta feito a pedido do NeoFeed, Aguiar tem hoje participação relevante em quatro empresas da B3: Minupar (8,47%), Banco Pine (3,07%), Hercules (7,78%) e Cedro Têxtil (2,15%). Só essas posições públicas somam R$ 102,8 milhões, com mais de três quartos concentrados no Banco Pine. Considerando outras participações identificadas, o total estimado chega a R$ 105,4 milhões. O NeoFeed também identificou presença dele em assembleias da Brava Energia e da Blau Farmacêutica, o que indica que sua carteira pode ser ainda maior.
Natural de Irauçuba, cidade do sertão cearense com cerca de 24 mil habitantes, ele se formou em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Ceará e em Matemática pela Universidade Estadual do Ceará. Na Petrobras, fez pós-graduações em Engenharia Nuclear, Engenharia Metalúrgica e Análise de Sistemas. Sua primeira aparição no mercado financeiro foi em 1996, como conselheiro fiscal de empresas do Grupo Jereissati, relação que durou pelo menos 25 anos. Como minoritário da Cemepe Investimentos, apresentou reclamações à CVM contra o então presidente do conselho, Daniel Benasayag Birmann, o que resultou em uma das maiores multas da época: R$ 27,5 milhões, além de inabilitação temporária do executivo. Na Recrusul, fabricante gaúcha de implementos rodoviários, chegou à presidência do Conselho de Administração e à Diretoria de Relações com Investidores em 2009.
Fonte: CNN




