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Notícias/POLÍTICA29/08/2026· KF News

Fred Trajano critica "pressa eleitoreira" do governo e alerta para crise no varejo brasileiro

Fred Trajano, presidente da Magazine Luiza, foi ao microfone no dia 27 de agosto de 2026 para fazer um alerta sobre a situação do varejo brasileiro. O discurso aconteceu durante um encontro de varejistas no Nubank Arte Lab, em São Paulo, e foi direto: o executivo criticou a "pressa eleitoreira" do governo na condução de pautas no Congresso que afetam o setor.

As duas propostas na mira de Trajano são o fim da escala 6x1, pela PEC 221 de 2019, e o fim da taxa das blusinhas, que é a medida provisória que acaba com o imposto federal sobre importações de até 50 dólares. Ambas são defendidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que tenta o 4º mandato nas eleições de outubro e tem pressionado o Senado e a Câmara para que as pautas avancem rápido.

Para Trajano, a proximidade das eleições está fazendo o cálculo eleitoral vencer o bom senso. "O que prevalece é o que vai dar o voto daqui a 1 mês", afirmou. Ele disse que a chance de o varejo sair derrotado nessas votações é alta e pediu que o setor não se cale diante do momento.

Sobre a taxa das blusinhas, o executivo afirmou que acabar com ela prejudica os produtos nacionais e os empregos gerados pelo setor. Sobre a escala 6x1, disse não ser contra o debate, mas cobrou mais tempo para discutir os impactos econômicos na cadeia inteira. Trajano também apontou que o varejo brasileiro compete em condições desiguais com varejistas chineses, numa desvantagem criada, segundo ele, pelo próprio governo federal.

No discurso, ele lembrou empresários que ajudaram a construir o varejo no Brasil ao longo de décadas: Samuel Klein, fundador das Casas Bahia, que pediu recuperação judicial em 16 de agosto; Abilio Diniz, da família fundadora do GPA, o Grupo Pão de Açúcar; Nevaldo Rocha, fundador da Riachuelo e Guararapes; e João Carlos Paes Mendonça, da rede Bompreço. Trajano também mencionou os jogos de apostas online como um risco econômico que, segundo ele, já causou danos em países africanos e deve chegar ao Brasil em dois ou três anos.

Fonte: Poder360