
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chega às últimas horas do prazo para definição de alianças sem conseguir destravar as negociações com os principais partidos do Centrão. Republicanos, Podemos e a federação União Progressista — formada por União Brasil e PP — estão sinalizando neutralidade na disputa presidencial, o que deixa a campanha do senador em situação difícil.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) chegou a ser convidada para ser candidata a vice-presidente, mas a possibilidade perdeu força depois que o PP anunciou que não apoiará oficialmente nenhum candidato ao Planalto. Já a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, do Republicanos, era o nome preferido de Flávio para a vice. O partido marcou convenção para a manhã desta terça-feira (4/8) e deve anunciar neutralidade. Na segunda (3/8), Flávio se reuniu em Brasília com o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, mas o encontro terminou sem definição. Pereira informou que ainda consultaria os diretórios estaduais.
Sem aliados, o senador pode disputar a eleição só com o PL. Nesse cenário, o senador Rogério Marinho (PL-RN) e as deputadas federais Júlia Zanatta (PL-SC) e Priscila Costa (PL-CE) aparecem entre os cotados para a vice. A falta de alianças também tem impacto direto no tempo de propaganda eleitoral: se concorrer apenas com o PL, Flávio terá 4 minutos e 18 segundos por bloco, enquanto Lula ficaria com 5 minutos e 34 segundos.
Na tentativa de reorganizar a comunicação, o PL trocou o comando da área. O publicitário Duda Lima, que coordenou a campanha de Jair Bolsonaro em 2022, assumiu o lugar de Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer. Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada em julho mostrou que o percentual de eleitores com voto definitivo em Flávio caiu de 70%, em junho, para 62%. A avaliação dentro do partido é que a estratégia anterior, de apresentar um perfil mais moderado do senador, não produziu o resultado esperado e enfraqueceu a identificação com parte da militância bolsonarista.
Fonte: Metropoles




