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Notícias/POLÍTICA29/08/2026· KF News

Flávio Bolsonaro é sabatinado pela Globo e responde sobre dinheiro de banqueiro preso para financiar filme

Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, participou de uma sabatina na TV Globo na sexta-feira, 28 de agosto de 2026, exibida logo após o Jornal Nacional. A entrevista teve 40 minutos de duração, dividida em dois blocos mais as considerações finais do candidato. Os jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos conduziram a conversa.

Flávio tem 45 anos, nasceu em Resende, no Rio de Janeiro, é advogado e empresário. Entrou na política no início dos anos 2000, foi eleito deputado estadual mais jovem da Assembleia Legislativa do Rio em 2002, cumpriu quatro mandatos consecutivos, disputou a Prefeitura do Rio em 2016 pelo PSC e terminou em quarto lugar. Em 2018, foi eleito senador pelo PSL. Concorre agora pela primeira vez à Presidência, com o deputado federal por Alagoas Alfredo Gaspar como vice.

O tema central da sabatina foi a relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes bilionárias. Vorcaro teria repassado R$ 61 milhões para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Renata Vasconcellos apontou contradições: Flávio teria negado pedir o dinheiro, depois áudios mostraram que ele pediu e cobrou de Vorcaro; também teria omitido um encontro com o banqueiro antes de reconhecê-lo, inclusive dizendo ter ido à casa dele no dia seguinte à saída da prisão.

Flávio defendeu que não há nada de irregular na relação e que foi um patrocínio privado para um filme privado, sem contrapartida por ser senador e sem dinheiro público. Comparou com patrocínios que, segundo ele, Vorcaro teria feito ao Grupo Globo: R$ 160 milhões para um programa de Luciano Huck e R$ 50 milhões na Editora Globo.

Sobre a frase "estou e estarei contigo sempre", dita na véspera da prisão de Vorcaro, Flávio disse que a única relação com o banqueiro era o filme. César Tralli cobrou que o contrato fosse tornado público e apontou que a perícia contratada pela produtora não apresentou notas fiscais, comprovantes de transferência nem detalhou a origem e o destino dos R$ 75 milhões. Flávio respondeu que o contrato não é dele, que assinou pedindo uma CPMI sobre o caso, e que a perícia concluiu não haver um centavo de dinheiro público no filme.

Fonte: Poder360