
Pesquisadores da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, descobriram que o fitoeno, um precursor do licopeno, é mais eficaz que o próprio licopeno para proteger o fígado. O estudo foi publicado na revista Molecular Nutrition & Food Science em 23 de agosto. Durante muito tempo acreditava-se que o licopeno — a substância que torna o tomate vermelho — era o grande responsável pelos benefícios ao fígado. Porém, testes anteriores mostraram que suplementos contendo apenas licopeno não faziam muita diferença. Já um pó feito com elementos do tomate inteiro protegia bem melhor o órgão.
Os cientistas testaram a teoria alimentando ratos com uma dieta rica em carboidratos refinados por seis meses, imitando uma alimentação humana repleta de açúcar, que provoca acúmulo de gordura no fígado. Metade dos ratos recebeu suplementação de fitoeno equivalente a comer de três a quatro tomates médios puros ou 100 gramas de pasta de tomate diariamente. A outra metade não recebeu nada.
Os resultados foram claros: os ratos que tomaram fitoeno desenvolveram muito menos gordura no fígado. O composto ativa proteínas que aceleram a queima de gordura, transformando-a em energia para o corpo, evitando assim o acúmulo no órgão. O pesquisador Xiang-Dong Wang explicou que o fitoeno não aparece apenas em tomates vermelhos, mas também em cenouras, pimentões vermelhos, toranjas-rosadas, melancias e damascos. Os cientistas apontam que pesquisas futuras precisam confirmar esses achados em humanos, além de observar que nem todas as pessoas podem aproveitar os benefícios — algumas podem não ter a enzima que o fitoeno ativa.
Fonte: Metropoles - Saúde




