
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, quebrou o silêncio nesta quarta-feira, dia 2 de julho, e falou sobre a crise que envolve o Caso Master. Em um evento sobre direito público realizado no próprio STF, ele garantiu que os fatos relacionados às mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Vorcaro serão apurados "no devido tempo e sem precipitação".
Fachin é quem vai decidir se o relatório da Polícia Federal — que mostra essas trocas de mensagens e também pedidos de proteção feitos pelo banqueiro — será levado ao plenário da Corte. Esse encaminhamento ao plenário foi pedido pelo ministro André Mendonça, relator do Caso Master.
No evento, Fachin reconheceu abertamente a gravidade do momento. Ele disse que é dever de todos preservar a integridade do STF, a autoridade das decisões da Corte e a confiança da sociedade na instituição. Afirmou ainda que as circunstâncias exigem da presidência do tribunal "serenidade, responsabilidade e firmeza".
O ministro também deixou um recado claro: o fato de alguém ocupar um cargo de alta autoridade não dá privilégios. Pelo contrário, impõe deveres, limites e responsabilidades que devem ser cumpridos com respeito absoluto à Constituição, às leis e ao STF. Fachin prometeu anunciar as medidas cabíveis nos próximos dias, após a análise necessária dos fatos.
Fonte: Metropoles




