
O mercado físico de café no Brasil começa esta terça-feira (18) com preços firmes, mas com movimentação reduzida. A leve valorização do contrato de arábica na Bolsa de Nova York — o vencimento de dezembro subia 0,07%, a 318,15 centavos de dólar por libra — e a estabilidade do dólar, negociado a R$ 5,2027 com alta de apenas 0,06%, sustentam as cotações sem criar estímulos fortes para ampliar os negócios. Os produtores tendem a vender só o necessário pra honrar compromissos financeiros ou liberar espaço nos armazéns.
Na sessão de segunda-feira (17), o mercado foi mais movimentado. No Sul de Minas Gerais, o arábica bebida boa, safra nova e 15% de catação, subiu de R$ 1.830–R$ 1.835 para R$ 1.850–R$ 1.855 a saca de 60 kg. No Cerrado Mineiro, o arábica bebida dura foi de R$ 1.840–R$ 1.845 para R$ 1.860–R$ 1.865. Na Zona da Mata, o tipo rio 7 da safra 2026 ficou entre R$ 1.370 e R$ 1.375, ante R$ 1.360–R$ 1.365 anteriores. No Espírito Santo, em Vitória, o conilon tipo 7 da safra 2026 subiu de R$ 1.040–R$ 1.045 para R$ 1.060–R$ 1.065 a saca. O conilon tipo 7/8 foi de R$ 1.030–R$ 1.035 para R$ 1.050–R$ 1.055.
Nas exportações, os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) dos dez primeiros dias úteis de agosto de 2026 mostram embarques de 1.683.702 sacas, com média diária de 168.370 sacas — volume 48,5% superior ao de agosto de 2025. A receita acumulada chegou a US$ 513,224 milhões, média de US$ 51,322 milhões por dia, com alta anual de 22% na receita diária. Ainda assim, o preço médio de exportação recuou 17,8%, para US$ 304,82 por saca, o que explica por que o crescimento da receita ficou abaixo do avanço no volume embarcado.
Fonte: Portal Agroneg.




