
Um estudo publicado no dia 7 de agosto nos Anais da Academia Nacional de Ciências mostrou que uma sessão curta de exercício pode ajudar o cérebro a preservar a memória mesmo depois de uma privação de sono. A pesquisa foi feita por pesquisadores da Universidade McGill, no Canadá, e acompanhou 54 adultos jovens que ficaram acordados por 30 horas em laboratório.
Após esse período, os participantes foram divididos em três grupos: um fez 20 minutos de ciclismo em intensidade moderada a alta, outro tirou um cochilo de 90 minutos, e o terceiro ficou sentado em uma bicicleta ergométrica sem pedalar. Todos viram uma sequência de imagens sem nenhuma instrução para memorizar. Três dias depois, passaram por um teste para ver o que conseguiam reconhecer.
Os resultados mostraram que quem cochilou teve 23% mais acertos, e quem se exercitou, 21% mais, em comparação ao grupo que ficou parado. Entre o grupo do cochilo e o do exercício, a diferença não foi relevante.
O que chamou a atenção dos pesquisadores é que, no grupo que se exercitou, os marcadores de cansaço continuaram elevados, ou seja, o exercício não reduziu a fadiga. A melhora na memória, segundo o estudo, está ligada à forma como o cérebro processou as informações no momento em que as imagens foram vistas.
O pesquisador Marc Roig, autor do estudo, afirmou em comunicado que "mesmo uma breve sessão de exercícios pode ajudar a preservar uma de nossas habilidades cognitivas mais importantes". Já a primeira autora do trabalho, Madhura Lotlikar, destacou que o exercício físico é acessível, barato e fácil de implementar, tornando-se uma alternativa para situações em que não há tempo para dormir.
Os autores reforçam, porém, que nem o exercício nem o cochilo substituem uma noite de sono adequada. As duas estratégias podem ajudar em situações pontuais, mas não resolvem os efeitos da privação de sono a longo prazo.
Fonte: Metropoles - Saúde




