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Notícias/AGRONEGÓCIO21/08/2026· KF News

Excesso de oferta derruba preço do frango no Nordeste e no Pará com quedas de até 19%

O mercado brasileiro de carne de frango encerrou a semana com preços estáveis na maioria das regiões, mas o excesso de animais disponíveis continua pressionando as cotações, com os maiores recuos concentrados no Nordeste e no Pará. No Ceará, o quilo do frango vivo despencou de R$ 6,80 para R$ 5,50, queda de 19,1%. Em Pernambuco, a cotação foi de R$ 7,00 para R$ 6,00, recuo de 14,3%. No Pará, o preço caiu de R$ 7,20 para R$ 6,40, o equivalente a 11,1% de desvalorização.

Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, os preços ficaram parados. Em São Paulo, o frango vivo continuou a R$ 5,00 o quilo. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a referência foi de R$ 4,75. No oeste do Paraná, R$ 4,65. Em Mato Grosso do Sul e Goiás, R$ 4,55. Minas Gerais e Distrito Federal mantiveram R$ 4,60.

No atacado paulista, os cortes congelados também não tiveram alteração: peito a R$ 8,10/kg, coxa a R$ 6,50/kg e asa a R$ 11,50/kg. Na distribuição, o peito ficou em R$ 8,30, a coxa em R$ 6,70 e a asa em R$ 11,75. Nos cortes resfriados, o peito foi cotado a R$ 8,20, a coxa a R$ 6,60 e a asa a R$ 11,60 no atacado.

Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, o setor precisa ajustar o ritmo de alojamento dos frangos para reequilibrar oferta e demanda. Outro ponto de atenção são os custos de produção: as incertezas no mercado de milho e farelo de soja, somadas à possibilidade de um El Niño de forte intensidade, podem apertar as margens dos produtores e das agroindústrias.

Do lado positivo, as exportações estão sendo o principal suporte do setor. Nos primeiros dez dias úteis de agosto, o Brasil embarcou 225,772 mil toneladas de carne de aves, gerando receita de US$ 461,651 milhões. A receita média diária cresceu 48,1% em relação a agosto de 2025, o volume embarcado por dia avançou 26,9% e o preço médio por tonelada subiu 16,7%, chegando a US$ 2.044,80, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior. A Safras & Mercado projeta que o Brasil deve superar 5,65 milhões de toneladas exportadas em 2026.

Fonte: Portal Agroneg.