Rádio Melodia Europa

Notícia

NEWS

Notícias/NEWS14/08/2026· KF News

EUA trocam porta-aviões no Oriente Médio após relatos de problemas de saúde mental e falta de suprimentos na tripulação

Os Estados Unidos decidiram substituir o porta-aviões USS Abraham Lincoln, que acumula mais de 240 dias consecutivos de operação no Oriente Médio. Para assumir o lugar, foi enviado o USS George Washington, que partiu de Da Nang, no Vietnã, na semana passada e foi visto atravessando o Estreito de Singapura acompanhado de um cruzador e um destróier. As informações são da Deutsche Welle e do Wall Street Journal.

O Abraham Lincoln deixou San Diego em 21 de novembro e chegou ao Oriente Médio em janeiro, antes do conflito com o Irã ter início, em 28 de fevereiro. A previsão original era de retorno em maio, mas a missão foi prorrogada. O George Washington será um dos dois porta-aviões americanos destacados para a região.

As condições a bordo do Lincoln passaram a ser questionadas em abril, com relatos de falta de alimentos, que a Marinha negou na época. Depois surgiram novas denúncias: problemas no sistema de encanamento, falta de suprimentos e deterioração da saúde mental da tripulação. No início de agosto, um marinheiro caiu ao mar e foi resgatado. As autoridades não informaram se investigam o episódio como possível tentativa de suicídio. A Marinha afirmou não ter registrado aumento de pensamentos ou tentativas de suicídio, mas não divulgou números, alegando preservar informações médicas e operacionais.

O senador democrata Richard Blumenthal cobrou explicações, citando relatos de falta de suprimentos, problemas de encanamento e piora da saúde mental. A própria Marinha reconheceu dificuldades logísticas causadas pela guerra, que afetou centros de abastecimento no Oriente Médio e provocou atrasos em produtos e correspondências. Alimentos passaram a ter prioridade, seguidos por itens de higiene.

O secretário de Defesa Pete Hegseth afirmou, durante visita ao Panamá na quinta-feira, dia 13, que quer concluir a substituição o mais rápido possível, mas classificou os relatos como "deturpados". O Pentágono sustenta que a troca faz parte da necessidade de rotacionar tropas e equipamentos em operação prolongada. O USS Gerald R. Ford também enfrentou situação parecida, retornando aos Estados Unidos em maio após 11 meses de missão, período em que participou das operações contra o Irã e sofreu um incêndio que exigiu reparos.

Fonte: Jovem Pan