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Notícias/SAÚDE16/08/2026· KF News

Estudo da USP identifica mecanismo que pode combater alterações metabólicas da menopausa

Pesquisadores da Universidade de São Paulo, a USP, identificaram um mecanismo que pode abrir caminho para novas estratégias contra as alterações metabólicas que ocorrem depois da menopausa. O trabalho investigou o receptor de estrogênio beta, conhecido como ERβ, e teve uma nova versão publicada no bioRxiv em 15 de abril de 2026.

A queda do estrogênio após a menopausa pode afetar o jeito como o organismo controla a glicose e processa as gorduras. Para estudar isso, os cientistas retiraram os ovários de ratas, reproduzindo a deficiência de estradiol. Parte dos animais recebeu um composto chamado diarylpropionitrile, o DPN, que ativa seletivamente o ERβ. A equipe analisou os efeitos principalmente no fígado e também realizou experimentos com células hepáticas submetidas a sobrecarga de nutrientes.

Os resultados mostraram que a ativação do ERβ melhorou a glicose em jejum, recuperou o perfil de lipídios no sangue, melhorou a estrutura das ilhotas pancreáticas — responsáveis por produzir insulina —, reduziu o tecido adiposo na região abdominal e normalizou os níveis de ácidos graxos e corpos cetônicos no sangue. Também alterou a composição das gorduras armazenadas no fígado.

No fígado, o mecanismo ainda ajudou as células a usar a gordura como fonte de energia e pode reduzir a chamada lipotoxicidade, que é quando o acúmulo de certos lipídios prejudica o funcionamento das células. Os pesquisadores, porém, deixam claro que o estudo não demonstra que o DPN pode ser usado para tratar mulheres na menopausa. Ainda são necessários estudos para avaliar a segurança do mecanismo e confirmar se os benefícios também ocorrem em seres humanos.

Fonte: Metropoles