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Notícias/SAÚDE08/08/2026· KF News

Estudo aponta que parasita da malária acumulou resistência a remédios antigos e atuais na Etiópia

Um estudo publicado na revista Nature Microbiology, em 5 de agosto, analisou o material genético do Plasmodium falciparum, o parasita responsável pela forma mais grave da malária. Os pesquisadores encontraram um conjunto de mutações que pode dificultar o controle da doença. A malária ainda está entre as doenças infecciosas que mais matam no mundo, com maior risco para crianças pequenas, especialmente na África.

As amostras usadas no estudo foram coletadas entre 2019 e 2023 em diferentes regiões da Etiópia. O objetivo foi identificar alterações genéticas ligadas à resistência a medicamentos usados no passado e no presente. Os dados mostraram que marcadores de resistência à cloroquina apareceram em mais da metade das amostras, mesmo depois de o remédio ter sido abandonado contra esse tipo de malária. Sinais de resistência à sulfadoxina-pirimetamina, outro tratamento já descartado, também foram encontrados.

Além das mutações antigas, o estudo identificou sinais de resistência à artemisinina, usada nos tratamentos atuais, e alterações que indicam menor resposta à lumefantrina, que faz parte do tratamento padrão combinado. O estudo também mostrou que a resistência varia de região para região, e que parasitas com resistência à cloroquina tinham mais chance de também apresentar resistência à artemisinina. Para os autores, os resultados são um alerta, e eles defendem monitoramento contínuo e estratégias de controle ajustadas conforme o cenário de cada localidade.

Fonte: Metropoles