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Notícias/SAÚDE12/08/2026· KF News

Estresse crônico pode prejudicar o coração, o cérebro e o organismo inteiro, alerta psiquiatra

O corpo humano foi desenvolvido para reagir ao estresse em situações pontuais, como perigos reais ou decisões importantes. Nesses momentos, a amígdala cerebral manda sinais ao hipotálamo, que ativa o sistema nervoso e libera adrenalina, noradrenalina e cortisol. Essas substâncias aceleram o coração, elevam a pressão e preparam o organismo para reagir. Esse mecanismo, chamado de resposta de "luta ou fuga", é essencial e saudável quando usado na medida certa.

O perigo aparece quando o cérebro fica interpretando o dia a dia como ameaça constante. Na vida moderna, com excesso de trabalho, telas, preocupações financeiras e pouco descanso, muita gente vive num estado contínuo de alerta. O resultado é o estresse crônico.

Segundo o psiquiatra Dr. Gabriel Garcia Okuda, CRM 176332, o estresse prolongado pode causar alterações na pressão arterial, no metabolismo e na resposta inflamatória do organismo. Estudos em neurociência, endocrinologia e cardiologia mostram que essa condição está associada a hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, depressão, ansiedade, distúrbios do sono e queda na imunidade.

O médico também alerta que nem tudo é estresse. Cansaço intenso, palpitações, insônia e dificuldade de concentração podem estar ligados a problemas na tireoide, anemia, arritmias, apneia do sono ou falta de vitaminas. Por isso, uma avaliação médica é indispensável.

Para recuperar o equilíbrio, o especialista recomenda sono de qualidade com horários regulares, prática de atividade física, como exercícios aeróbicos, musculação ou ioga, e alimentação rica em frutas, verduras, cereais integrais e proteínas magras. O médico também orienta reduzir o consumo de ultraprocessados, açúcar e gorduras saturadas. Quando os sintomas persistem, buscar acompanhamento profissional é fundamental.

Fonte: Jovem Pan