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Notícias/NEWS13/08/2026· KF News

Escritório de Nelson Wilians recebeu R$ 37 milhões de empresa fantasma investigada pela Polícia Federal

O escritório do advogado Nelson Wilians está no centro de uma investigação da Polícia Federal sobre lavagem de dinheiro e evasão fiscal. Segundo a PF, o escritório Nelson Wilians Advogados recebeu mais de R$ 37.824.000,00 de uma empresa chamada Pix Star Brasilian N.V., offshore sediada em Curaçao, no Caribe, que os investigadores classificam como "empresa fantasma".

O pagamento foi feito por meio de 15 notas fiscais emitidas pela Pix Star. A PF afirma que os serviços advocatícios descritos nessas notas nunca foram efetivamente prestados e que os valores eram definidos de forma arbitrária para abastecer o caixa do grupo criminoso.

Na manhã desta quinta-feira, dia 13 de agosto, agentes da PF cumpriram mandado de busca e apreensão na mansão onde Wilians mora, em São Paulo. Ele é apontado como um dos principais beneficiários de um esquema de lavagem de dinheiro ligado a apostas esportivas ilegais que movimentou mais de R$ 1,5 bilhão.

O esquema funcionava com o envio do dinheiro para empresas criadas em Curaçao e na Costa Rica, que eram de fachada. Essas empresas figuravam como operadoras oficiais de sites de apostas, mas toda a operação real acontecia no Brasil. O dinheiro retornava ao país disfarçado de pagamento por serviços, como os contratos simulados com o escritório NW.

A Receita Federal estima que o grupo evadiu US$ 271,5 milhões — quase R$ 1,5 bilhão — do Brasil nos últimos cinco anos. O grupo teria investido ao menos R$ 30 milhões em autorizações federais para tentar legalizar a operação. A Justiça determinou o sequestro de bens e ativos financeiros dos investigados até o limite de pouco mais de R$ 1 bilhão.

A defesa de Wilians informou que ainda não teve acesso aos autos e desconhece as informações apresentadas, mas afirmou que a relação com a PixBet é "estritamente profissional, decorrente da prestação de serviços jurídicos", e que não há nada de irregular nisso.

Fonte: Metropoles