
A poucas semanas das eleições brasileiras, investigações em andamento pesam sobre as campanhas dos dois principais candidatos: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
No campo de Lula, o Supremo Tribunal Federal autorizou três investigações por tráfico de influência contra Fábio Luís "Lulinha", de 51 anos, um dos filhos do presidente, fruto do casamento com a falecida Marisa Letícia. Os processos correm sob segredo de Justiça. Segundo a imprensa brasileira, a polícia investiga se Lulinha, que mora na Espanha, intermediou ilegalmente pedidos de pessoas próximas junto ao Ministério da Saúde e à Dataprev, empresa estatal vinculada ao governo. Um ex-chefe de Gabinete de Lula, Marco Aurélio "Marcola" Santana, também é investigado. A defesa de Lulinha afirma que ele é inocente e vítima de interesses eleitorais. Em entrevista recente, Lula disse que acredita no filho, mas foi direto: "Ninguém vai pedir fechamento do processo. Se meu filho tiver culpa, ele pagará."
Já no campo de Flávio Bolsonaro, o STF autorizou investigar o financiamento do filme "Dark Horse", produção biográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, estrelada pelo ator americano Jim Caviezel, conhecido pelo papel em "A Paixão de Cristo". O site Intercept Brasil revelou mensagens de Flávio ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, no fim de 2025, pedindo recursos para o filme. Vorcaro teria desembolsado cerca de 61 milhões de reais. Logo após essa conversa, Vorcaro foi preso por um rombo financeiro superior a 40 bilhões de reais no Banco Master, liquidado por insolvência. Flávio primeiro negou ter relação com Vorcaro, mas depois admitiu ter pedido dinheiro, afirmando que não havia proximidade entre eles.
Fonte: Jovem Pan




