
A EHang Holdings, fabricante chinesa de veículos aéreos elétricos de decolagem e pouso vertical, retirou sua meta de receita para 2026 depois que um acidente aéreo fatal em Pequim levou as autoridades da China a apertar as regras para voos de baixa altitude em todo o país.
O acidente aconteceu em 26 de junho, quando uma aeronave esportiva leve saiu da rota e bateu em um arranha-céu no centro de Pequim. A aeronave se destruiu completamente, matando o piloto na hora e deixando outras 13 pessoas feridas. Apesar de o incidente ter sido causado principalmente por erro humano e não ter relação direta com a tecnologia de voo autônomo, os reguladores passaram a adotar uma postura muito mais cautelosa em relação a todo o setor de baixa altitude, segundo o diretor de operações da empresa, Wang Zhao.
Depois do acidente, todas as atividades de aviação geral foram suspensas no país, exceto operações de resgate de emergência. As inspeções de segurança ficaram mais rígidas para empresas, aeronaves e projetos de operação, atrasando aprovações, entregas e operações comerciais.
O estrago nas finanças da EHang foi grande. A empresa faturou 104 milhões de yuans, cerca de US$ 15,4 milhões, no primeiro semestre de 2026, uma queda de 25,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse valor representa apenas 17,3% da meta original de 600 milhões de yuans que a empresa havia projetado para o ano inteiro em março de 2025.
No segundo trimestre, a EHang vendeu 35 aeronaves EH216, contra 52 no mesmo período de 2025. A receita trimestral caiu 31,3%, para 77,9 milhões de yuans, enquanto o prejuízo líquido subiu 24,3%, chegando a 128 milhões de yuans, equivalente a US$ 19 milhões.
A autorização para as operações comerciais de transporte de passageiros em Hefei foi adiada sem prazo claro. Para manter o negócio rodando, a empresa vai ampliar atuação em áreas como logística, combate a incêndios e mídia aérea, além de cortar custos e otimizar a estrutura de pessoal, segundo o presidente Hu Huazhi.
Fonte: Poder360




