
A pressão sobre os custos de produção e o aperto nas margens estão obrigando produtores e agroindústrias a buscar mais eficiência na criação de suínos. O tema foi um dos destaques apresentados pela empresa Kemin durante o Simpósio Brasil Sul de Suinocultura, evento que reuniu cerca de 2,5 mil participantes nesta edição.
A Kemin defendeu uma mudança na forma de avaliar a economia das granjas: em vez de observar apenas o preço da tonelada de ração, o produtor deve calcular quanto a dieta contribui para o custo de cada quilo de carne produzido. Uma ração mais barata nem sempre é a mais econômica. Se ela resultar em pior conversão alimentar, menor ganho de peso ou mais tempo até o abate, o custo final da produção pode subir.
Para Gisele Neri, gerente de negócios da Kemin, melhorar a saúde intestinal do animal faz diferença direta nessa conta. Quando o intestino funciona bem, o bicho aproveita melhor os nutrientes da ração, o que melhora a conversão alimentar. Entre as soluções apresentadas pela empresa estão os probióticos CLOSTAT e ENTEROSURE, voltados ao equilíbrio da microbiota intestinal, e o LYSOFORTE, destinado a melhorar o aproveitamento de energia nas dietas, podendo reduzir a necessidade de inclusão de óleo na formulação.
A empresa também alertou para os riscos de cortar custos de forma indiscriminada. Reduzir ingredientes sem critério pode piorar o desempenho e aumentar o tempo de ciclo produtivo. Indicadores como ganho diário de peso, conversão alimentar, mortalidade e custo por quilo produzido devem ser monitorados em conjunto. Além da nutrição, fatores como qualidade da água, temperatura, ventilação e biosseguridade também influenciam os resultados. Gisele Neri avaliou que o público recorde do simpósio mostra que os profissionais do setor seguem em busca de soluções mesmo diante das dificuldades econômicas.
Fonte: Portal Agroneg.




