
A República Democrática do Congo vive um surto de Ebola que cresce num ritmo nunca visto antes. Dados da Organização Mundial da Saúde, atualizados nesta sexta-feira (14/8), mostram 4.566 casos confirmados e 2.128 mortes no país. O avanço é rápido: em 4 de agosto, eram 3.973 casos e 1.801 mortes, distribuídos em cinco províncias e 51 zonas de saúde, com cerca de 90% das infecções concentradas na província de Ituri.
No dia 12 de agosto, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, classificou o episódio como a segunda maior epidemia de Ebola já registrada e afirmou que o surto avança mais rapidamente do que qualquer outro já visto.
A epidemia foi declarada oficialmente em 15 de maio de 2026 e representa o 17º surto de Ebola no Congo. Dois dias depois, a OMS declarou emergência de saúde pública de importância internacional envolvendo o Congo e Uganda.
O vírus responsável é o Bundibugyo, e até agora não existe vacina licenciada nem tratamento específico aprovado contra ele. Os pacientes recebem apenas cuidados de suporte para controlar os sintomas.
Entre os obstáculos ao controle do surto estão dificuldades no rastreamento de contatos, deslocamentos populacionais, insegurança, estradas precárias, desinformação e limitações no acesso aos serviços de saúde. No Brasil, não há casos confirmados ligados ao surto atual. Em junho, o Ministério da Saúde publicou nota técnica com orientações para identificação e manejo de casos suspeitos.
Fonte: Metropoles - Saúde




