
O mapa eleitoral brasileiro das últimas décadas mostra uma divisão clara entre as regiões do país. No Nordeste, a esquerda tem mais força. Já o Sul e o Sudeste são redutos da direita. Mas essa diferença não é só uma questão de escolha: uma combinação de fatores econômicos, culturais e históricos ajuda a explicar o fenômeno.
O cientista político Paulo Ramirez explica que o Sul e o Sudeste se desenvolveram sob a industrialização e, mais tarde, o neoliberalismo. Por isso, o discurso empreendedor flui melhor nessas regiões, onde existem mais oportunidades de negócio para exercer o empreendedorismo.
Já o Nordeste enfrenta falhas econômicas estruturais que, segundo Ramirez, remontam à própria fundação do Brasil. Ele cita os "painhos e coronéis" que, para manter a hegemonia política, mantiveram a população na extrema pobreza. Como consequência, os programas sociais são mais distribuídos no Nordeste e no Norte, o que gera mais apoio político à esquerda nessas regiões.
O tema faz parte da série Na Boca da Urna. O primeiro turno das eleições será em 4 de outubro e o segundo turno em 25 de outubro. Nas urnas, os eleitores vão escolher presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual.
Fonte: Metropoles




