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Notícias/POLÍTICA14/08/2026· KF News

Dino retira sigilo e revela investigação da PF contra senador Weverton Rocha por suposta interferência em processo no STJ

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, tornou públicas nesta sexta-feira (14/08/2026) as decisões que autorizaram medidas da Polícia Federal contra o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o ex-secretário do governo do Maranhão Raimundo Cutrim.

A investigação apura se o senador agiu para interferir num processo no STJ — Superior Tribunal de Justiça — que envolve Gilbson Cutrim, condenado pelo assassinato de João Bosco em 2022, crime conhecido como "caso Tech Office". O próprio Gilbson afirmou que havia indícios de interferência do senador para facilitar sua progressão ao regime semiaberto.

O caso ficou sob a relatoria do ministro Humberto Martins, do STJ. A PF encontrou no celular do senador conversas regulares com o relator que, segundo o relatório enviado a Dino, iam "além dos limites de uma interação meramente formal ou institucional". Em junho de 2025, Martins transferiu Gilbson da Penitenciária de Pedrinhas, no Maranhão, para um presídio em Brasília.

A PF apontou ainda uma "inércia na apreciação dos pedidos urgentes" sobre o caso, o que pode indicar o "sucesso da possível ingerência do senador", segundo os investigadores.

O ex-secretário Raimundo Cutrim, que está em prisão domiciliar por determinação de Dino, é investigado por pagar R$ 160 mil à família de Gilbson — numa possível tentativa de evitar uma delação — e por tentar obstruir as investigações. Um agente da própria PF também é investigado por usar informações sigilosas para tentar "demover o investigado preso de sua postura colaborativa".

As apurações apontam ainda que o financiamento do esquema teria vindo de desvio de emendas parlamentares do ex-deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA), já condenado pelo STF por irregularidades em repasses. As defesas de Weverton Rocha e de Maranhãozinho não responderam ao Poder360 até o momento da publicação.

Fonte: Poder360