
O deputado republicano Mike Rulli, do estado de Ohio, nos Estados Unidos, usou o Brasil como exemplo para defender um projeto de lei que quer proibir que decisões estrangeiras relacionadas à "censura" afetem cidadãos e empresas americanas. Rulli é aliado do presidente Donald Trump, e sua posição está alinhada com o que pensa o governo americano sobre determinações judiciais de outros países contra plataformas digitais.
Em publicação no X, o parlamentar afirmou que os Estados Unidos enviaram generosamente US$ 60 milhões em ajuda externa ao Brasil em 2024. Em seguida, disse que o Brasil estaria "censurando cidadãos e sites americanos" e que teria ameaçado plataformas digitais americanas com medidas punitivas caso não removessem publicações com as quais discordava, tudo em nome do combate à "desinformação".
A situação já havia ganhado repercussão em agosto, quando a subsecretária de Estado para Diplomacia Pública dos EUA, Sarah B. Rogers, acusou o Brasil de impor censura. O episódio ocorreu após a rede social X anunciar mudanças em seu algoritmo para se adequar à legislação eleitoral brasileira. No dia 16 de agosto, Rogers reagiu ao comunicado da plataforma, criticou a medida e classificou as alterações como "censura".
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