
A defesa do senador Flávio Bolsonaro entrou com uma manifestação na Justiça de São Paulo pedindo que um vídeo que associa Lulinha, filho do presidente Lula, às fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS continue no ar nas redes sociais. Os advogados alegam que a publicação é uma sátira política e que o próprio vídeo exibe, do começo ao fim, o aviso de que usa cenas criadas por inteligência artificial.
No vídeo, Flávio aparece como piloto de uma aeronave militar em uma missão fictícia para localizar Lulinha. A narração chama o filho do presidente de "suspeito de ter roubado milhões de idosos no Brasil".
A ação foi aberta por Lulinha, que pede a retirada do vídeo do X e do Instagram, proibição de republicação e uma indenização de R$ 10 mil por danos morais. A defesa de Lulinha afirma que não existe investigação, indiciamento ou denúncia que ligue o filho do presidente diretamente ao esquema de fraudes do INSS.
Os advogados de Flávio reconhecem que o nome de Lulinha apareceu em apuração ligada à Operação Sem Desconto, mas sustentam que isso já dá base suficiente para a crítica política, mesmo sem acusação formal. A defesa acusa ainda os advogados de Lulinha de apresentarem uma imagem do vídeo sem o aviso de sátira, que aparece no material original. Por fim, os advogados de Flávio alertam que retirar o conteúdo antes do julgamento poderia configurar censura prévia, contrária à jurisprudência constitucional brasileira.
Fonte: Metropoles




