
Daniella Marques, coordenadora da área econômica da campanha de Flávio Bolsonaro pelo PL à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira, 21 de agosto de 2026, que Congresso e Judiciário precisarão participar das decisões sobre corte de gastos públicos caso Flávio seja eleito. Segundo ela, seria criado um Conselho Superior da República especificamente para discutir esse tema, e a discussão poderia incluir até as emendas dos congressistas ao orçamento.
As declarações foram feitas durante o 25º Fórum Empresarial do Lide, no Rio de Janeiro, no painel "Cenários do Brasil de Hoje: Economia e Mercado". Marques criticou o tamanho da máquina pública e questionou quantas das funções dos atuais 12 milhões de servidores poderiam ser substituídas por inteligência artificial, seja em cargos operacionais ou administrativos. Ela lembrou que esse contingente de servidores custa R$ 450 bilhões por ano aos contribuintes.
Marques também rebateu a ideia de que Flávio Bolsonaro seja um candidato extremista. A fala foi uma resposta direta ao fundador do Lide, João Doria, ex-governador de São Paulo de 2019 a 2023, que havia dito querer que o Brasil tivesse uma opção fora dos extremos, tanto da direita quanto da esquerda. Após a apresentação de Marques, Doria elogiou as propostas, disse que elas representam "a alma do que discutimos" no Fórum e afirmou ter mudado de opinião.
Em entrevista a jornalistas depois do painel, Marques sinalizou que uma PEC para cortar gastos poderá ser enviada ao Congresso, mas ressaltou que ainda não há definição sobre os detalhes, nem sobre se isso seria feito antes da posse. Ela reforçou que a opinião dos técnicos sobre as emendas parlamentares é irrelevante se o Congresso não estiver incluído na conversa.
Fonte: Poder360




