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Notícias/POLÍTICA26/08/2026· KF News

Coordenador de Caiado chama emendas parlamentares de extravagância fiscal e imoralidade pública

Roberto Brant, coordenador do plano de governo de Ronaldo Caiado, do PSD, concedeu entrevista ao jornal O Estado de São Paulo publicada na quarta-feira, 26 de agosto de 2026, e apresentou as linhas gerais da proposta econômica da candidatura. Logo de cara, ele chamou as emendas de congressistas de "uma extravagância fiscal e uma imoralidade pública", apontando que elas somam cerca de R$ 70 bilhões por ano.

Segundo Brant, o primeiro ato de um eventual governo Caiado seria enviar ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição para criar um regime temporário em que as despesas primárias do governo central cresçam apenas metade ou 60% do crescimento do PIB. A meta seria chegar ao equilíbrio fiscal já no primeiro ano de governo, com superavit de 0,5% do PIB em 2028, de 1% em 2029 e de 1,5% em 2030. "É um ajuste gradual, mas é transparente e tem a garantia de uma ordem constitucional", declarou.

Além das emendas, Brant apontou os supersalários do Judiciário e do Ministério Público como outro ponto a ser enfrentado, com custo de R$ 24 bilhões anuais. Ele mencionou ainda que a desvinculação de benefícios do salário mínimo poderia gerar economia de cerca de R$ 17 bilhões por ano, mas deixou claro que essa medida não pode ser discutida de forma isolada enquanto emendas e supersalários permanecerem no nível atual.

Brant defendeu uma nova reforma da Previdência, com preservação dos direitos de quem já está no sistema e criação de um novo modelo, possivelmente de capitalização, para quem entrou recentemente no mercado de trabalho. O programa também inclui reforma política com fim da reeleição e adoção do voto distrital. Brant foi deputado federal por Minas Gerais por cinco mandatos, de 1987 a 2007, e ministro da Previdência no governo Fernando Henrique Cardoso, de 2001 a 2002.

Fonte: Poder360