
O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com baixa liquidez e preços firmes. Os primeiros lotes da nova safra paranaense chegaram ao mercado, concentrados no norte do estado, com expectativa positiva de qualidade. Porém, o volume ainda é insuficiente para provocar pressão de queda nos preços. As indicações no Paraná giram em torno de R$ 1.450 por tonelada. Segundo o analista Elcio Bento, da Safras & Mercado, os negócios continuam pontuais, com compradores evitando ampliar posições diante da chegada gradual de novos lotes.
No Rio Grande do Sul, os preços ficaram entre R$ 1.300 e R$ 1.350 por tonelada, dependendo da localização e da qualidade do cereal. Os lotes de melhor padrão encontram mais sustentação no mercado, enquanto os que não atendem às especificações dos moinhos têm menor liquidez. No estado gaúcho, o excesso de chuvas preocupa: a umidade alta, a baixa luminosidade e as temperaturas favoráveis aumentam o risco de doenças nas lavouras, adicionando incerteza às estimativas de produtividade e qualidade.
Nas importações, o Brasil acumula 5,011 milhões de toneladas programadas na temporada 2025/26, entre embarques realizados e previstos de setembro de 2025 a agosto de 2026. Somente em agosto foram programadas 433,685 mil toneladas, volume menor do que as 528,657 mil toneladas do mesmo mês da temporada anterior. O Ceará lidera os destinos com 1,151 milhão de toneladas (23% do total), seguido por São Paulo com 956,943 mil toneladas (19,1%), Pernambuco com 622,221 mil toneladas (12,4%), Rio de Janeiro com 581,822 mil toneladas (11,6%) e Bahia com 578,308 mil toneladas (11,5%). Juntos, esses cinco estados concentram 77,6% do volume importado ou programado no período.
Fonte: Portal Agroneg.




