
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, a CNA, entrou em campo nesta quarta-feira, dia 2 de setembro, exigindo uma resposta do governo brasileiro depois que a União Europeia confirmou que vai suspender as importações de carnes do Brasil a partir de quinta-feira. O argumento da UE é que o Brasil não conseguiu garantir o cumprimento das normas do bloco sobre o uso de substâncias antimicrobianas na produção animal.
O presidente da CNA, João Martins, enviou um ofício direto ao Itamaraty pedindo que o Brasil acione o Mecanismo de Reequilíbrio de Concessões. Por esse mecanismo, o Brasil poderia exigir compensações equivalentes ao prejuízo sofrido, incluindo a suspensão de vantagens tarifárias que a União Europeia tem no comércio com o país.
O rombo no bolso do setor pode ser grande: no ano passado, contando só as exportações de carne bovina e de frango, o Brasil vendeu cerca de 1,8 bilhão de dólares em carnes para a UE. Vale lembrar que o Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e de frango.
Além do problema das carnes, a CNA também pediu uma investigação sobre a qualidade do azeite de oliva importado. No ano passado, o Brasil importou quase 90 mil toneladas de azeite, sendo 89% dessa quantidade vinda da União Europeia — principalmente de Portugal, Espanha e Itália. Esse volume representou cerca de 540 milhões de dólares em importações. A entidade diz que busca o reequilíbrio comercial e a proteção da produção nacional diante das decisões internacionais.
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