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Notícias/AGRONEGÓCIO17/08/2026· KF News

Clima e custos ganham peso no planejamento da próxima safra de milho no Brasil

O produtor de milho tá diante de um desafio duplo para a próxima safra: produzir mais e, ao mesmo tempo, reduzir a vulnerabilidade da lavoura diante de um clima cada vez mais imprevisível. A maior irregularidade na distribuição das chuvas e a ocorrência de temperaturas elevadas aumentaram os riscos ao longo do ciclo da cultura e colocaram a resiliência produtiva no centro do planejamento agrícola.

Felipe Sulzbach, diretor de Marketing e Produtos da Elicit Plant Brasil, destaca que os efeitos do estresse climático ficaram evidentes na última safra, com diferenças relevantes de produtividade entre regiões e até entre propriedades próximas. Segundo ele, a distribuição irregular das chuvas e a intensidade dos períodos de adversidade ajudam a explicar boa parte dessas diferenças.

O déficit hídrico aparece como um dos principais riscos. A falta de água em momentos importantes do desenvolvimento pode comprometer processos da planta e reduzir o potencial de rendimento. Diante disso, a estratégia do produtor está mudando: além de buscar alta produtividade em condições favoráveis, é preciso preparar a lavoura para enfrentar períodos difíceis.

Ao mesmo tempo, os custos de produção seguem pressionando as decisões. Sementes, fertilizantes, defensivos, máquinas e combustível representam uma fatia grande dos investimentos. A avaliação trazida na matéria é que cortes indiscriminados de insumos podem prejudicar o potencial da lavoura. O caminho seria aumentar a eficiência do que já é investido.

Nesse cenário, tecnologias voltadas a melhorar a resposta das plantas ao estresse abiótico vêm ganhando espaço. Dados apresentados pela Elicit Plant Brasil, com base em avaliações de campo na última safra, apontam ganho médio de 11,4 sacas de milho por hectare com a tecnologia avaliada pela empresa, em diferentes regiões produtoras. Os resultados, porém, variam conforme a intensidade do estresse, o manejo adotado e as características de cada área. Em ambientes com maior déficit hídrico e altas temperaturas, a contribuição tende a ser mais relevante, segundo a empresa.

Fonte: Portal Agroneg.