
A inteligência artificial deixou de ser só uma ferramenta de respostas e passou a agir, executar comandos e tomar decisões por conta própria. Esse avanço trouxe novos riscos que preocupam governos ao redor do mundo. Em fevereiro de 2026, Yoshua Bengio, ganhador do Prêmio Turing, publicou um relatório dividindo esses riscos em três categorias: uso malicioso, que inclui ataques cibernéticos, fraudes financeiras, deepfakes e até ajuda no desenvolvimento de armas; mau funcionamento, quando os sistemas erram por limitações ou objetivos desalinhados; e riscos sistêmicos, que afetam emprego, propriedade intelectual e distribuição de riqueza.
A China foi uma das primeiras a agir. Desde o Plano de Desenvolvimento de IA de 2017, o país trata a tecnologia como estratégica e construiu um sistema regulatório em camadas, sem uma lei única. Leis de cibersegurança, proteção de dados e regras específicas para algoritmos, deepfakes, IA generativa e IA que imita humanos formam essa estrutura. Em 2025, um padrão nacional obrigatório passou a exigir rótulos visíveis em textos, imagens, áudios e vídeos gerados por IA. Em 2026, novas medidas incluíram análise ética de pesquisas e regras para serviços de IA antropomórfica, com foco em privacidade e riscos psicológicos. Segundo Xue Lan, reitor do Schwarzman College da Universidade de Tsinghua, a China caminha para uma chamada governança ágil, ajustando as regras conforme a tecnologia evolui.
Nos EUA, o governo Trump seguiu caminho diferente: prioridade à inovação e menos burocracia. Logo no início do 2º mandato, Trump assinou decreto removendo barreiras ao setor de IA. Em julho de 2025, lançou um Plano de Ação para IA focado em infraestrutura e liderança global. Em junho de 2026, novo decreto criou mecanismo voluntário de cooperação entre desenvolvedores e o governo federal sobre riscos de cibersegurança, com avaliações confidenciais, mas sem licenciamento obrigatório. Estados como Califórnia e Nova York foram além, criando regras para chatbots envolvendo menores e saúde mental, exigindo que usuários saibam quando estão falando com uma IA.
Fonte: Poder360




