
A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acumulou crises nos últimos meses. Tudo começou com o caso do Banco Master: primeiro veio à tona que o ex-ministro Ciro Nogueira tinha uma relação próxima com o banqueiro Daniel Vorcaro e recebia viagens e presentes dele. Depois, vazaram conversas do próprio Flávio com Vorcaro, que investiu no filme cinebiografia de Jair Bolsonaro. No meio do caminho, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fez críticas públicas ao senador, desgastando ainda mais sua imagem e a do PL. O resultado foi queda nas pesquisas, perda de fôlego na disputa e afastamento de aliados importantes.
Agora, uma nova frente se abre: o ministro Flávio Dino, do STF, determinou o bloqueio de R$ 119,5 milhões em bens de Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do PL e aliado da família Bolsonaro. Mas o entorno de Flávio não demonstra grande preocupação. Para aliados do senador, o episódio tem diferenças importantes em relação às crises anteriores: não envolve o Banco Master, o responsável pela medida é Flávio Dino — figura historicamente ligada a Lula —, a própria Procuradoria-Geral da República foi contra as medidas aplicadas a Valdemar, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, saiu publicamente em defesa do presidente do PL.
O time vê o caso como oportunidade de retomar a narrativa de perseguição política do STF contra figuras da direita, mostrar Flávio leal a aliados e reapresentar o PL como bloco unido após a briga pública com a madrasta. A nova equipe de comunicação do senador, contratada após o vazamento das conversas com Vorcaro, é apontada por aliados como experiente o suficiente para navegar a crise com mais tranquilidade.
Fonte: Jovem Pan




